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A Água - Reflexões
A água cobre mais de 70% da superfície terrestre e é vital para toda a vida no planeta. É a substância mais abundante da natureza, ocorrendo: nos rios, lagos, oceanos, mares e nas calotas polares. Na atmosfera ocorre na forma de vapor de água, podendo atingir num local até 4%, em volume; é a chamada umidade relativa.Ela é incolor, insípida e inodora, líquida à temperatura ambiente, formada de átomos de hidrogênio e oxigênio, agrupados em moléculas. As moléculas se agregam na sua superfície formando uma espécie de película, devido a tensão superficial resistente o suficiente para suportar um mosquito, que de outra maneira afundaria. Elas também se agregam à moléculas de outras substâncias: é a maneira como a água molha as coisas. A gota de água se apresenta com aspecto redondo, formada por inúmeras outras gotículas menores, agrupando suas moléculas. Essa formação arredondada é por causa da tensão superficial que faz com que as moléculas da superfície externa sejem "puxadas" para dentro, gerando o formato de esferas, ou seja, as moléculas da camada superior são atraídas apenas pelas moléculas de baixo. Tipos de Águas Naturais Água de chuva: é a mais pura, por resultar de um processo de destilação simples a não ser quando alterada pelo próprio homem, como eliminação de gases tóxicos.
*. Segundo o CONAMA/Br, "... considera-se águas doces aquelas com salinidade de até 0,50/00; salobras de até 300/00 e salinas de igual ou superior a 300/00 "
As necessidades de água para a sustentação da vida humana não se restringem tão somente à água consumida diretamente pelas populações para sua subsistência. Tem-se um extenso rol de outros consumos tais como aqueles relativos à higiene pessoal, à preparação de alimentos, aos serviços de limpeza, à agropecuária, etc e todas as conseqüencias do incremento nos padrões da vida urbana e rural contemporânea. Nas áreas rurais, a questão deve ser considerada e estudada com carinho, se não vejamos: estudos da própria ONU indicam que para cada 1 tonelada de grãos produzidos, são necessários mil toneladas de água e para ser ter mil quilos de peixes, os mesmos foram envolvidos e nadaram em 10 milhões de litros d’água. Parece incrível, mas é verdade. Até o final do século XX, em 1998, apenas 47% das cidades brasileiras coletavam parcialmente seus esgotos domésticos e deste montante cerca de 90% eram literalmente lançados nos rios e 70% dos efluentes industriais sendo disponíveis no ambiente, sem sofrerem qualquer tratamento. Também a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, por exemplo, conseguia tratar apenas 23% dos esgotos coletados, tendo planejamento e estrutura de poder tratar naquele momento, até mais de 50% dos mesmos. Salientamos que vários são os destinos dessas águas, desde à um sistema qualquer de tratamento, reutilização diversa, ou mesmo despejadas em outros corpos, tanto de agua doce, como no mar. *Prevê-se que no ano 2025 dois terços da população mundial estarão vivendo em regiões com recursos hídricos insuficientes com consequência de um grande aumento populacional, e que para produzir alimentos, será necessário que o volume de água disponível cresça de 50% a 100%. O estudo mostra também que as 200 bacias hidrográficas mais importante do mundo estão localizadas em fronteiras, o que pode caracterizar a possibilidade de conflito entre países próximo. Uma análise recente do problema de água em quase 150 países, levou as Nações Unidas, considerar que crise de água é quando o potencial disponível for inferior a 500m3/hab/ano; taxa entre 500 a 1000m3/hab/ano caracteriza nível de estresse e taxas entre 1000 e 2000m3/hab/ano são consideradas como suficientes para um nível de vida adequado à produção e usufruto, e que acima de 2000m3/hab/ano significa condição muito confortável. O Brasil apresenta-se, tendo como base uma população de 160 milhões de habitantes, e com as atuais descargas de seus rios, um potencial de 35mil m3/hab./ano; além do que, as nossas reservas de águas subterrâneas, estimadas em 11200 km3, têm uma taxa explotável da ordem de 5000m3/hab./ano. O Brasil detém cerca de 20 % das águas doces do mundo e só na Amazônia estão concentradas mais de 80% das disponibilidades hídricas nacionais, enquanto que no Polígono das Secas, na região do semi-árido que representa 12 % do território brasileiro, as carências hídricas são extremas e compõem um quadro de pobreza quase absoluta e que, infelizmente, ainda não se aplicou condições mínimas de equacionamento. No período 1970-1992, o PIB desta região cresceu apenas 0,08 % ao ano, enquanto que nas regiões metropolitanas do país, no mesmo período, alcançou 8,2 % ao ano. (ou seja, mais de 100 vezes). Este país que detém hoje cerca de 2,8 % da população mundial, terá uma posição privilegiada no cenário de escassez de água que se desenha para o século XXI, desde que saiba gerenciar adequadamente estes recursos, bastando-lhe, para isto, apenas cumprir as disposições da Lei Nº 9.433/97, que estabeleceu a Política Nacional de Recursos Hídricos. Dos países de dimensões continentais, como o Canadá, Estados Unidos, China e Austrália, o Brasil é o único de clima tropical úmido dominante, (80% do seu território), com 7% situados abaixo do Trópico de Capricórnio e apenas 10% sob clima tropical semi-árido. Mais de 90% do território recebe de forma relativamente regular, abundante chuva, entre 1000 e 3000 mm/ano e, que em apenas na sua zona semi-árida chove entre 500 e 800 mm/ano, porém muito irregularmente, resultando em déficit freqüente de água. Deve-se ver que a água doce no Brasil é um valioso capital ecológico (uso, reserva e negociação) portanto de enorme valor competitivo, devendo ser altamente considerado em qualquer atividade produtiva, em especial na aqüicultura. Lembramos, mais uma vez que 3/4 da superfície do nosso planeta é ocupada por água, sendo apenas 5% de água doce e que a ONU, preocupada com questões, a nível mundial, das águas e dos riscos e as conseqüências da escassez quantitativa e qualitativa da mesma, vem desde 1998 desenvolvendo pela UNESCO, o programa Ética e Sociedade, através de estudos específicos com o Grupo de Trabalho Ética e Água visando diagnosticar e traçar orientações quanto a disposição, uso e reuso desse notável recurso.H.B.Pádua "H.B.P." - Assessoria Técnica
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